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Por que os compulsivos sexuais precisam de ajuda


Por que os compulsivos sexuais precisam de ajuda

Não é qualquer comportamento sexual que caracteriza a compulsão sexual. Também chamada de apetite sexual excessivo, hipersexualidade ou desejo sexual hiperativo, caracteriza-se quando o indivíduo passa a maior parte do seu tempo ocupado com suas fantasias sexuais, vontades e comportamentos que ele sabe serem excessivos, mas que é incapaz de controlar. Suas ações podem ser impulsivas ou compulsivas, e podem se dar tanto por comportamentos comuns exagerados (masturbação compulsiva, prostituição, excessivo tempo gasto com pornografia e relações extraconjugais frequentes, por exemplo) como na forma de parafilias, comportamentos sexuais condenáveis (fetishismo, exibicionismo, sadismo ou pedofilia, por exemplo).

Os sinais de uma compulsão sexual frequentemente se confundem com os de outros tipos de vícios ou desordens de comportamento, e podem se apresentar de diferentes formas e em diferentes graus de intensidade. O que possibilita o diagnóstico da doença são as consequências desse comportamento: o indivíduo sabe que é prejudicial, pode até tentar parar sozinho, mas não consegue. Se sente impulsionado à prática de atos que lhe trazem alívio instantaneamente, mas posteriormente são motivo de vergonha e isolamento. Passa cada vez mais tempo se dedicando às práticas e tem problemas de ordem econômica e social, e não consegue manter relacionamentos afetivos saudáveis com pessoas comuns.

Evidente, portanto, que pessoas nestes quadros precisam de ajuda. Não só pelos impactos na vida social do indivíduo, como também pelos riscos à saúde que ele corre. Os portadores desse transtorno são mais suscetíveis a contrair doenças sexualmente transmissíveis, e também podem desenvolver outras patologias como depressão, ansiedade e até desejos suicidas. Outro fator de preocupação é que estes sujeitos normalmente também se envolvem com abuso de drogas, sejam lícitas ou ilícitas, e correm o risco de sofrerem até prisões por atos libidinosos.

Ocorre que, para os portadores do transtorno, o mais difícil é chegar ao diagnóstico. Admitir o comportamento sexual compulsivo, na maioria das vezes, não é fácil, e exige uma boa dose de honestidade do paciente para com os profissionais, na medida em que ele deverá descrever todas as práticas e pensamentos para que seja possível um diagnóstico correto e um tratamento efetivo. Portanto, admitir a existência do problema é o primeiro e mais importante passo para que o paciente tenha acesso à ajuda adequada.

O tratamento disponível pode ser tanto individual, com foco na terapia cognitivo-comportamental, quanto em grupo. Individualmente, a psicoterapia envolve a identificação das crenças do indivíduo com relação ao sexo e aos gatilhos que o levam ao comportamento compulsivo, para que ele possa identificá-los e substituí-los por outras ações mais saudáveis. Assim, os impulsos sexuais tendem a diminuir e ele consegue lidar com os efeitos psicológicos da compulsão. Também é feito um diagnóstico de outras possíveis desordens que possam ser a causa do comportamento sexual alterado.

Já o tratamento em grupo é extremamente recomendável, para que o indivíduo saiba que não está sozinho em sua jornada, sentimento muito comum nos portadores desse transtorno. Sentimentos de culpa, vergonha e humilhação normalmente são divididos nessas sessões, e dividir os problemas pode ajudar na recuperação do paciente.